quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Cavalinho Branco

Cavalinho Branco, poema de Eloí Elisabete Bocheco

O cavalinho branco
come estrelas e
raios de luar.
De noite,
o relincho do cavalinho
brilha tanto
que dá pra enxergar:
os piolhos da cobra,
a cicatriz no pé
da centopéia,
a unha encravada
do tamanduá,
o pesadelo da coruja
e até os ninhos
dos sabiás nas árvores.
Ontem o cavalinho
deu um relincho
tão iluminado
que clareou
a outra ponta do mundo.  


                               

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